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FoRC/USP lança vídeo sobre cuidados com os alimentos em tempos de COVID-19

O Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC) da Universidade de São Paulo (USP) lançou hoje (23/04) um vídeo com informações científicas para esclarecer à população quais medidas são importantes para manter o vírus causador da COVID-19 longe dos alimentos. 

O vídeo traz dicas de como higienizar, armazenar e consumir alimentos, por exemplo. Foi produzido sob a orientação dos microbiologistas Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Pinto, professores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e pesquisadores do FoRC. Veja aqui o vídeo.

Fonte:  Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center)

Sinaflor ganha módulo de informações geoespaciais

O Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) incorporou no dia 12/12/2019, o módulo de informações geoespaciais.

A partir de agora, empreendedores e responsáveis técnicos deverão enviar pelo sistema os shapefiles das áreas de interesse para supressão vegetal, uso alternativo do solo e implementação de Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), além de informar coordenadas geográficas das árvores inventariadas em campos e pátios de estocagem de matéria-prima florestal.

Os dados apresentados pela nova interface do sistema ficam imediatamente disponíveis para os órgãos de meio ambiente responsáveis pela análise dos projetos e para instituições de controle.

O módulo geoespacial do Sinaflor oferece, entre outros avanços:

•    tutorial interativo que auxilia na aprendizagem do usuário;
•    mensagens mais claras e objetivas que indicam os erros ou impedimentos no upload dos shapes;
•    validação e alerta ao usuário sobre o limite excedido de vértices (máximo de 524.288);
•    possibilidade de navegar até a geometria de um elemento;
•    envio dos quatro arquivos (.shp, .shx, .dbf e .prj) que compõem um shapefile compactados em formato .zip ou .rar;
•    possibilidade de se desenhar múltiplos pontos, linhas e polígonos.

Com a novidade, o Sinaflor permitirá a visualização de informações geoespaciais de empreendimentos, áreas de supressão, pátios e estradas principais e secundárias, favorecendo a transparência e o controle social das atividades de base florestal.

Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama

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Estudo propõe melhorias em licenciamento ambiental

O licenciamento ambiental pode ser aperfeiçoado com uma melhoria na gestão de processos e por meio de decretos, portarias e resoluções, sem ser necessária a aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso e foi elaborado pela Frente Parlamentar da Agropecuária. Esta é uma das mensagens centrais de estudo assinado pelo Cebds, entidade que agrupa grandes empresas.

Trata-se da análise “Contribuições para o debate sobre a melhoria da gestão do licenciamento ambiental federal”, conduzida pela Paradigma Soluções em Gestão Ambiental a pedido do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds).

“Licenciamento é tema que polariza muito. Decidimos juntar empresas e produtores rurais para vermos como desburocratizar o processo”, diz Marina Grossi, presidente da Cebds. “Não basta mudar a lei. Pode-se incorrer nos mesmos problemas de hoje. Temos que partir daquilo que já se tem e indicar o que deveria ser melhorado. Não é preciso esperar pelo projeto que tramita no Congresso”, diz Claudio Langone, ex-secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente durante a gestão de Marina Silva, fundador da consultoria Paradigma e diretor técnico do estudo.

Um dos pontos sugeridos no documento seria o governo discutir uma regulamentação específica do artigo da Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho, que garante a povos indígenas e tribais o direito de serem consultados antes da decisão sobre obras que possam afetá-los. A Portaria Interministerial 60, de 2015, disciplina, por exemplo, em que momento a consulta deve ser feita, lembra Langone, e poderia ajudar neste processo. “O Brasil já tem um caminho andado. Precisa aperfeiçoá-lo”, defende.

“Uma das questões que os empreendedores mais pedem é a padronização de procedimentos”, diz Langone. Isso poderia ocorrer nos termos de referência, os documentos que indicam que tipo de informação deve ser colocado nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) de uma hidrelétrica, por exemplo. A ideia é definir padrões e agilizar o processo.

Segundo o consultor, entre 80% a 90% do que precisa ser estudado, no caso de uma hidrelétrica, é o mesmo para todas as demais. É o caso de projetos de petróleo e gás ou linhas de transmissão. “Com a padronização de procedimentos no que é possível, tira-se a sobrecarga de trabalho de técnicos especializados. Ainda, é possível reduzir a subjetividade das análises, conseguir melhor fluxo nos órgãos ambientais e evitar a judicialização”, diz Marina.

Outra sugestão dos empresários é tornar os EIAs instrumentos mais focados no prognóstico. Desta forma, o licenciamento seria também uma base para programas de gestão ambiental do empreendimento. Organizar a relação entre o Ibama e outros órgãos, como Funai e Fundação Palmares, é outro destaque. “Precisa informatizar essa comunicação, tornar procedimentos automáticos”, diz Langone.

O projeto de lei que tramita no Congresso tem cronograma de dez audiências públicas. A base governista espera aprová-lo antes do recesso parlamentar em julho.

O Cebds reúne cerca de 60 dos maiores grupos empresariais do país, com faturamento equivalente a cerca de 45% do PIB.

Fonte: Valor